Toscana (2° dia): Corvara / La Luna / Pisa / Massa Maritima

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O dia amanheceu lindo e ensolarado. Antes de partir em direção a Pisa, resolvi dar uma voltinha por Corvara. Perguntei a Daniela – proprietária do hotel – o que tinha para ver na cidade e ela me explicou que à direita do hotel, subindo a rua, eu encontraria a parte nova da cidade (casas recém-construídas e modernas), além de uma bela vista da região e, à esquerda, ficava a parte antiga da cidade, as casas “estranhas”, segundo ela. Resolvi, então, conferir de perto.

E ela estava certíssima! A “parte alta” era pequenininha mas bem charmosa. Embora preserve o estilo, percebe-se, nitidamente, que os sobrados foram construídos há pouco. Pelas ruelas, muitas flores e visão panorâmica bem bonita, não só da região, mas também da Torre da Igreja e “parte baixa” da cidade.

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Construção na “parte alta” da cidade

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Uma das muitas passagem de pedra da cidade

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Vista da “parte alta” da cidade

Foi em uma destas ruelas que encontrei D. Maria, uma italiana muito simpática que, ao me ver com a câmera fotográfica nas mãos, me chamou e pediu para que eu fotografasse as flores dela. Mal sabia ela que eu já tinha tirado várias fotos do jardim. Mas, obviamente, fotografei novamente para agradá-la e tentei, com o meu pobre italiano, entabular uma conversa.

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D. Maria me pediu para tirar foto do jardim dela….

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mas eu já tinha tirado!

Depois caminhei em direção à “parte baixa” da cidade, realmente bem diferente. Até mesmo, um pouco abandonada, eu diria.  De repente dei de cara com uma imagem do Cristo Redentor no alto de uma construção. Não era grande nem famoso como o “nosso” Cristo, mas me fez sentir em casa. É engraçado mas quando se esta “longe de casa”, qualquer coisa que se assemelha ao que temos nos faz sentir algo bom.

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O Cristo Redentor de Corvara…

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e uma parreira, fazendo sombra para os moradores.

Mas era hora de partir. E lá fomos nós em direção a La Spezia. Optamos pela estrada panorâmica (via Foce) porque achamos que poderia ter belas paisagens do mar mas, sinceramente, não tem nada demais, apenas algumas rápidas visões da área do porto. Depois de La Spezia seguimos por algum tempo pela SS1 em direcao a Pisa mas como a estrada passava por muito vilarejos, resolvemos continuar pela autoestrada A12.

Como já estava ficando tarde para almoçar, resolvemos comer alguma coisa em La Luna, à beira-mar. Estacionamos em um dos restaurantes para um lanche rápido e aproveitei para dar uma espiadinha no mar. Lindo!

A estrutura dos restaurantes à beira-mar é muito boa. O banhista encontra, além do restaurante, barracas com cadeiras, guarda-sol, espaço para guardar seus pertences e se trocar, duchas e uma pequena área de lazer.

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Depois de apreciar o mar de La Luna…

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era hora de degustar um Piadine! Hummm…

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Todos os restaurantes à beira-mar tem uma estrutura assim…

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com dependências para os banhistas guardarem seus pertences.

Depois de comer, continuamos viagem pela A12 em direção a Pisa. No caminho, uma montanha muito diferente, esbranquiçada da metade até o topo, e uma placa indicando a cidade de Carrara, me fizeram lembrar dos meus tempos de concurseira. Sabe aquele ditado popular “cuspido e escarrado” que utilizamos para expressar que uma pessoa se assemelha a outra?

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A montanha (ao fundo e à direita) de onde se extrai o mármore

Pois é, um certo professor chamado Alessandro Ferraz sempre falava sobre esse ditado nas nossas aulas de Direito, explicando que o correto era “esculpido em Carrara”, um tipo de mármore nobre encontrado em uma região da Itália. E lá estava eu, de frente para a montanha de onde se extrai o dito mármore! Ah, como é bom viajar, lembrar dos amigos e se encantar com as surpresas do caminho!

Mas, acabei descobrindo hoje que há outra versão para o tal ditado popular. Segundo uma reportagem da Revista Veja, a expressão verdadeira seria “esculpido e encarnado”. Será?

Controvérsias à parte, continuamos pela rodovia por mais uns 30 minutos e finalmente chegamos a Pisa!  Mais alguns metros e atravessamos um dos “portões” enormes da muralha que separa a parte antiga e a parte nova da cidade e lá estava ela, a famosa torre inclinada, mais torta do que nunca!!!  😉

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A Torre Pendente na Piazza dei Miracoli

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Além da famosa inclinação, os detalhes arquitetônicos da Torre são bem interessantes

Estacionamos o carro e caminhamos alguns metros até a Piazza dei Miracoli ou Praça dos Milagres, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1987. Na praça há 5 grandes monumentos: a Torre Pendente, a Cattedrale di Pisa, o Battistero, o Camposanto Monumentale, o Museo dell’Opera del Duomo e o Museo delle Sinopie.

Um lugar simplesmente encantador. Vale a pena reservar um dia da sua viagem para enfrentar as filas e visitar todos os cinco monumentos  ou, simplesmente, para sentar no gramado e sentir a magia do lugar por alguns instantes. Ah, e claro, reserve muita paciência para tirar o famoso retrato segurando a Torre.  Não, eu não tirei, por incrível que possa parecer, mas havia tanta gente tentando encontrar o melhor ângulo que acabou perdendo a graça.

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Três dos cinco monumentos da Piazza (a Torre Pendente, a Cattedrale di Pisa, o Battistero)

Antes de seguir decidimos comprar um mapa da região. Sim, aquele mesmo, tradicional, de papel, porque nosso GPS decidiu não funcionar mais, algum mal contato no cabo e ele nos deixou literalmente “na mão”.

De Pisa direto para Massa Maritima. Chegamos lá já passava das 17h. Nos hospedamos em uma pousada afastada da cidade, aproximadamente 4Km do Centro. Na Itália eles chamam esse tipo de hospedagem de Agroturismo. Existem muitos na região, de todos os tipos, preços e gostos.

Descansamos um pouco e fomos para a cidade. Massa Maritima é uma cidade relativamente grande mas o centro histórico é bem pequeno, uma praça, uma catedral e alguns restaurantes. Ah, e uma sorveteria maravilhosa.

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Um dos ‘portões’ de entrada do centro antigo de Massa Maritima

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Cattedrale di San Cerbone

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Vários bares e restaurantes no centro histórico…

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…e claro, uma tradicional sorveteria italiana!