Um amor de carnaval que não “virou” fantasia!

Você também acha que “amor de carnaval é fantasia, dura só dois dias”, como diz a letra da música do Jorge Ben Jor? Então não deixe de ler a História de Viagem de carnaval da nossa amiga Aline Castro Rossi e descubra, como ela encontrou a sua “outra metade” – o Hélcio Rossi – em meio a muita festa, confetes e serpentinas. “Encontrar o amor da sua vida durante o carnaval pode até parecer metáfora moderna para “encontrar agulha no palheiro”. Dessas histórias que a gente vê em novela, mas que duvida que possa acontecer na vida real. Comigo aconteceu. E foi a bordo do navio Costa Serena, em março de 2011.

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Eu e outras três amigas embarcamos na viagem – tenho que admitir – com poucas boas intenções. Queríamos mesmo curtir, como garotas de 20 e muitos anos, que já namoraram um pouquinho e já se decepcionaram um poucão, querem.

Pois bem, antes mesmo de o navio desatracar do porto de Santos, eu já o tinha visto. E não é exagero dizer que, bem antes de o navio chegar no Rio de Janeiro, eu já o procurava por todos os conveses.

O navio era grande. Acho que eram, pelo menos, 4 mil pessoas. E cruzeiro de carnaval é bem isso que todo mundo imagina: uma bagunça. Tem gente dançando e bebendo às 9 da manhã. Mas também não é só bagunça nesse sentido. É bizarro porque você encontra de tudo: família, jovem, velho.

É como se o navio se divisse em feudos. A parte mais bagunçada, entretanto, você imagina qual é. A que desce pro carnaval de rua no Rio e depois encara um trio elétrico em Salvador. Torce pra não perder o horário do navio na hora de voltar. É a mesma, no entanto, que procurava – mesmo sem admitir – pelo mesmo cara do porto de Santos. E que às vezes sentava pra ler um livro na ala das crianças, que mesmo com seu barulho usual, ainda era mais calma que o  “putz putz” ininterrupto da outra parte.

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Não me leve a mal: “o putz putz é bacana, mas você tem que estar ‘in the mood for it‘. É uma grande balada, dia e noite. E durante sete dias, às vezes você pode querer simplesmente ficar na hidromassagem da piscina, passar na biblioteca, ou até – por que não – fazer uma aula de dança às três da tarde na salão principal. O legal do navio é que te proporciona esses e outros tantos diferentes cenários.

Quando chegamos em Ilhéus, meu coração já era todo dele. Passeio rápido pela cidade, visita à casa do Jorge Amado. E voltei cedo para o navio. Estava tudo calmo, como em um hotel do campo. Eu pensava: “só tem mais um porto, onde ele está?”. E ele aparecia e desaparecia, em meio a festas à fantasia e noites do comandante.

HistViagem_Carnavaio_007HistViagem_Carnavaio_006 Depois de Ilha Bela, ele pegou meu telefone. Naquele dia, antes de o sol nascer, já estávamos de volta a Santos, onde tudo tinha começado e, felizmente, onde todo o resto estava prestes a começar.

Carnavio é isso: curtição e romance. Balada e momentos “relax”. Depende do que você está buscando, e depende também do que pode estar buscando você.”

Em fevereiro de 2014, Aline e Hélcio disseram sim um ao outro e começaram uma nova caminhada, agora como marido e mulher. E que venham muitos carnavais!

Você também tem uma história de viagem bacana? Entre em contato conosco ([email protected]), essa seção é totalmente dedicada a você, leitor!

 

 

 

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