Chateau La Canorgue: o casarão que foi cenário do filme “Um Bom Ano”

Aos 11 anos, Max Skinner (Freddie Highmore) é cuidadosamente educado na arte de saborear vinhos por seu tio Henry (Albert Finney), dono de um vinhedo na França. Adulto, Max (Russell Crowe) torna-se um bem-sucedido homem de negócios em Londres, sem qualquer tempo para degustações mais duradouras. Certo dia Max recebe a notícia de que Henry morreu, deixando-o como único herdeiro. Prevendo bons negócios, resolve fazer uma rápida viagem para visitar a nova propriedade. Mas, uma vez ali, percebe que não será tão fácil vender o lugar que lhe traz tantas lembranças de infância. (http://www.adorocinema.com/filmes/filme-56066/)

Pois é, mas não são somente as lembranças da infância que fazem com que Max desista de vender a antiga propriedade. Uma bela mulher invade seus pensamentos e mostra que a vida “simples” na Provence, rodeada de vinhedos e lavandas pode ser muito mais interessante do que a loucura do mercado financeiro em Londres.

Se você assistiu a comédia romântica “Um bom ano” com o ator Russel Crowe e a bela Marion Cotillard deve ter se apaixonado pelas belas paisagens francesas exibidas na telinha. Nós já assistimos ao filme no mínimo duas vezes e ontem, ao passarmos pela região, não resistimos e fomos ver de perto alguns dos cenários de gravação da adaptação do livro “Um ano na Provence”, de Peter Mayle, para o cinema. O livro foi vencedor do prêmio Melhor Livro de Viagem do British Book Awards.

O Chateau – que na telinha pertencia ao tio Henry e ficou como herança para Max – fica há poucos quilômetros da cidade de Bonnieux, no departamento de Vaucluse, na Provence-Alpes-Côte d’Azur.

Logo na entrada da propriedade, onde funciona uma vinícola, havia uma placa alertando que a propriedade é particular. Seguimos o caminho rodeado de ciprestes que passa em frente ao Chateau e ao belo jardim e chegamos a uma outra construção, onde fica a loja de vinhos. Luberon_Provence_Foto2Luberon_Provence_Foto3 Luberon_Provence_Foto6A loja estava fechada mas havia um aviso para tocar a campainha caso queira degustar e comprar o vinho produzido no local (muito normal isso na França). Fomos atendidos por uma francesa muito simpática. Após degustar alguns vinhos, perguntei a ela se poderia tirar algumas fotos para colocar no meu blog. Ela logo sacou que era por causa do filme e já foi me alertando que não fizesse muita publicidade pois eles já tiveram muitos problemas com turistas por conta disso.

Luberon_Provence_Foto4Luberon_Provence_Foto5 Segundo ela, após o lançamento do filme, muitas pessoas queriam conhecer o lugar e não mediam esforços para isso, invadindo a privacidade da família. “Eles não vinham aqui para saborear ou comprar o nosso vinho, só vinham por conta da casa”, contou ela. Perguntei se não era interessante abrir a casa para visitação ou transformá-la em uma pousada ou bed&breakfast e ela me explicou que há muitos anos o seu avó tinha uma pousada lá e que depois, passou a mesma para os pais dela. Mas, “uma pousada requer muito trabalho, você não tem tempo para nada”, explicou ela. Então, eles fecharam a pousada e se dedicaram somente à vinícola.

Situada no Parque Natural Regional de Luberon, entre Avignon e Aix en Provence, o Chateau pertence à mesma família há mais de 200 anos. Jean-Pierre Magan foi o pioneiro da agricultura biológica e, desde 1970, elabora vinhos de alta qualidade. Sua filha Nathalie herdou a paixão e a experiência do pai. Ela representa a 5a. geração de viticultores da família.

Se você pretende visitar o lugar algum dia, aconselhamos que vá para comprar o vinho e será bem recebido. Mas se for só de curiosidade, para conhecer o lugar, melhor não entrar, ela deixou bem claro que este tipo de viajante nào é muito bem-vindo por lá.

Bom, mas gostando ou não dos turistas, bem que eles se aproveitam da “fama” do filme para faturar um pouco mais. Prova disso é que o dvd do filme está exposto em local bem visível da loja, junto com o vinho que fez sucesso na telinha.
Luberon_Provence_Foto7 Claro que aproveitamos para comprar algumas garrafas e por isso me senti bem à vontade para fotografar a propriedade. O vinho é bom, mas, sinceramente, nada de muito especial. Em compensação, a propriedade e a paisagem fazem jus à fama.
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