Château de Gruyères, Museu H.R.Giger e uma bela trilha montanha abaixo

Chegamos no sábado de manhã e, como todo bom turista, fomos conhecer a tal fábrica de queijo, La Maison du Gruyère. O Château de Gruyères, o ponto forte da cidade, deixamos para o domingo. Mas, para ser sincera, nós não voltaríamos na fábrica de queijos. Talvez porque esperássemos alguma degustação de produtos ou algo assim, saímos de lá um pouco decepcionados. A visita resume-se, basicamente, em um áudio com a história do queijo Gruyères e a visualização dos funcionários trabalhando.

Quadro que explica um pouco da história do queijo Gruyères

Na primeira parte do museu, o visitante passa por painéis com a história do queijo…

Interior da fábrica do queijo Gruyères

…depois chega a um corredor de onde pode-se visualizar a fabricação do quejo

Decidimos deixar para visitar a aldeia de Gruyères no domingo, pois havíamos combinado  de almoçar com uma amiga que viria de Zurich em algum restaurante da cidade. Então, aproveitamos o sábado para passear de carro por algumas cidades da região e, também, para uma bela trilha na montanha, claro!

Primeiro dia: Romont e Móleson-sur-Gruyères

Um dos locais que nos chamou a atenção foi a vila medieval de Romont, conhecida como a Cidade de Vidro e também por estar na rota do Caminho de Compostela. Lá aproveitamos para visitar o Musée du Vitrail, localizado no Château de Romont,no topo de uma colina de 780m.  Além da coleção de vitrais e das exposições temporárias, o Castelo abriga, também, uma lojinha com várias peças em vidro e bijuterias belíssimas.

Fachada do Museu do Vitral

Arte no Museu do Vitral

Objetos no museu do Vitral

Pintura no vidro de uma das janelas do museu do Vitral com vista para a montanha

De Romont seguimos para Móleson-sur-Gruyères. É de lá que parte o furnicular (uma espécie de trenzinho muito comum na Suíça) e o teleférico para a Montanha do Moléson.  A primeira parte do percurso é feita pelo furnicular, que sai da vila de Moléson-sur-Gruyères (1.100m) e chega a Plan-Francey (1520m) em apenas 5 minutos. A partir desse ponto existem várias trilhas mas não era o nosso objetivo, queríamos subir até o topo da Montanha onde começaríamos nossa trilha. Quer ter uma ideia, clique aqui.

A segunda parte do percurso, de Plan-Francey ao topo da montanha (Le Sommet), é feita pelo teleférico. Na montanha é sempre um pouco mais frio mas como ainda estávamos no começo de Setembro, imaginamos que o clima estaria agradável. Mas, para nossa surpresa, estava muito frio! Chegamos ao topo já passava das 15h30. Nessa época do ano o dia escurece depois das 21h então não há problema em começar uma trilha no meio da tarde.

A paisagem como sempre valeu a pena. O dia estava ensolarado e foi possível ver ao longe o Lago Léman e as montanhas do Mont Blanc e do Jura.

Restaurante no alto da montanha

Marlise no alto da montanha de Moreson antes de começar a trilha

Trilha na Montanha de Móleson

Pausa para um café no restaurante e chegou a hora de encarar a trilha, montanha abaixo. Não, engana-se quem pensa que “para baixo todo santo ajuda”!  Muitas vezes é mais difícil descer do que subir. Isso acontece quando a trilha está molhada, pois o cuidado deve ser dobrado para não escorregar e cair; ou quando o joelho começa a incomodar. Dessa vez, felizmente, nenhuma das duas coisas aconteceu e a trilha foi relativamente tranquila.

Vista do alto da Montanha do Morison

Começo da trilha

Vaca no alto da montanha

A vaquinha não pode faltar, afinal, estamos na Suíça!

Marlise com a montanha Moreson ao fundo

Pausa para uma fotografia…

Trilha

… e continuamos, montanha abaixo!

No final um pequeno contratempo, erramos o caminho e tivemos que dar uma volta maior até chegar de volta à vila de Moléson-sur-Gruyères onde o carro estava estacionado. Depois de quase 3horas descendo montanha, nada melhor do que um jantar  e cama!

Château de Gruyères e Museu H.R.

No domingo fomos finalmente conhecer a vila de Gruyères. Compramos o ingresso integrado que dá direito a visitar o Museu  H. R.Giger e o Château de Gruyères. Ele sai um pouco mais barato do que se comprar os dois separadamente.

Como já mencionei no post Gruyères: uma aldeia encantadora e surpreendente, eu não voltaria no museu porque simplesmente não me acrescentou nada. As obras do artista são realmente surrealistas, a maioria sugere relações sexuais entre humanos e seres imaginários,  das mais variadas formas, sempre bastante malucas.  Visto o museu seguimos para o Castelo de Gruyères, cuja atmosfera é totalmente diferente.

Do segundo andar tem-se uma vista linda do jardim e da paisagem ao redor. Infelizmente não tenho muitas fotos porque a bateria da minha câmera acabou e eu havia esquecido de levar o carregador. Pausa para um descanso no jardim e seguimos para conhecer o famoso bar H.R. Giger.

Com certeza ele é bem mais interessante que o museu. Tem um clima descontraído, pelo menos, e não precisa pagar para entrar.

Já o Château de Gruyères, eu achei bem bacana. Além da história por trás da antiga construção e do belo jardim, é possível ter uma bela visão das montanhas ao redor do castelo. Além disto, algumas salas do Château de Gruyères foram restauradas e é possível ter uma ideia de como eram os móveis da época. Bem legal!

Rua principal de Gruyères

Rua que leva ao Château de Gruyères

Portão de Entrada do Castelo de Gruyères

Entrada do Château de Gruyère

Vista lateral do castelo de Gruyères

Vista lateral do Château

Uma das salas no interior do Château de Gruyères

Uma das salas do interior do Château de Gruyères

Marlise no Jardim do Castelo de Gruyères

Jardim do Castelo

Finalmente fomos almoçar. Na cidade tem várias opções de restaurante, o problema é que nesta parte da Suíça a comida já é mais estilo alemã, e eu particularmente não gosto muito. Então optamos pelo Restaurante Saint Georges e não nos arrependemos, a comida estava excelente e a vista do restaurante era muito bacana.

Para terminar a visita à cidade e recuperar as calorias perdidas na trilha do sábado, sorvete com o “Gruyères Double Cream”.  Nossa, simplesmente delicioso!!!

Na nossa segunda visita à região aproveitamos para conhecer o vilarejo de Châtel-St-Denis e também para fazer a trilha do Sentier des Fromageries. Não nos arrependemos, apesar de alguns trechos um pouco inclinados, a paisagem vale a pena. Confira no artigo Châtel-St-Denis e uma bela trilha pelo “Sentier des Fromageries”

E você, já esteve nesta região Se sim, deixe um comentário contando para a gente o que achou de Gruyères! Para ver mais fotos, clique aqui.

Se você está planejando uma visita à Suíça, ou se você mora no país, não deixe de ler o artigo Doze lugares na Suíça que você vai querer conhecer! Lá listamos alguns dos lugares que mais gostamos.